segunda-feira , 22 outubro 2018
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Comunidade da Amazônia testa canoa movida a energia solar

Comunidade da Amazônia testa canoa movida a energia solar

Projeto em teste desde abril de 2017 percorre 67 km pelos rios Capahuari e Pastaza, no Equador, ligando cerca de mil pessoas que vivem em suas margens.

O território Achuar, na Amazônia Equatorial, ganhou o primeiro transporte fluvial movido a energia solar.

O desenvolvimento do projeto foi feito em parceria com a Fundação Aldea (sigla em espanhol para Associação Latino-americana para o Desenvolvimento Alternativo) e com a ONG Plan Junto.

O projeto tem o objetivo de gerar um transporte de baixo custo para a região, como explica o americano que deu vida ao projeto, Oliver Utne, em entrevista à BBC.

“A canoa solar é uma solução ideal para esse lugar porque aqui não há rede de rios navegáveis, interconectados e há uma grande necessidade de transporte alternativo. Como a gasolina só pode chegar aqui por avião, custa cinco vezes mais que no resto do país”, destaca.

A canoa foi batizada de Tapiatpia em homenagem a um lendário peixe-elétrico da região, e é o primeiro sistema comunitário da Amazônia.

O projeto ajuda a comunidade a conquistar o sonho de viver sem prejudicar o meio ambiente.

A população da região tem o intuito de não construir estradas, para não desmatar a floresta.

O local apresenta um ecossistema ameaçado pelo desmatamento e pela exploração petroleira.

“Por outro lado, a ameaça de chegada de estradas a esse território, um dos lugares com maior biodiversidade do mundo, está muito presente. Trazê-las até aqui significaria a destruição dessa biodiversidade e produziria um impacto muito forte nessas culturas”, argumenta Utne para a BBC.

O modelo que melhor se encaixa às condições da Amazônia apresenta 32 painéis solares sobre uma canoa tradicional de 16 metros de comprimento e dois de largura.

É feita com fibra de vidro para estender a vida útil e tem o design da embarcação típica dos indígenas cofanes do norte do Equador.

O projeto ainda está em fase inicial, mas se for bem-sucedido tem potencial de ser implementado em outros rios da bacia amazônica.

Fonte: Com informações da BBC

Revista Mineração

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