domingo , 23 setembro 2018
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Após greve dos caminhoneiros, indústria de materiais de construção registra baixas em maio e junho

Paralisação tem seus impactos computados, desempenho do setor em maio é revisado e junho ganha projeção negativa.

A ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) divulga nesta quinta-feira, 10, a edição de seu índice de junho. A pesquisa indica queda no faturamento deflacionado de -4,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. O estudo também aponta revisão dos dados projetados sobre o mês de maio no estudo anterior. O resultado, antes apontando crescimento de 3,5%, foi revisado para queda de -9%, com ambos os resultados obtidos pela comparação com o desempenho do setor no mesmo mês do ano anterior.

Com a revisão de maio e a estimativa feita para junho, o crescimento acumulado no ano até aqui, em comparação com o mesmo período do ano passado, é de -0,4%. Apesar dos impactos trazidos por essa externalidade, a associação mantém por enquanto a projeção para um fechamento de ano com crescimento de 1,5% do setor.

Comparando junho e maio desse ano, a projeção é de crescimento de 4,4%. Apesar da guinada negativa do mercado com a greve, o real faturamento de junho pode ser superior à previsão, uma vez que muitas vendas realizadas no mês de maio foram adiadas com a greve, tendo seus números computados apenas no mês seguinte.

O emprego na indústria de materiais de construção, apesar da greve, segue rumando para uma reversão de tendência. O acumulado no ano agora é de -1,2%, melhor resultado desde janeiro. No mês anterior, o ano acumulava redução de -1,3% no número de vagas. Ambos os resultados derivam da comparação com o período equivalente do ano anterior.

“A ABRAMAT preza por desenvolver estudos com base em metodologias técnicas, proporcionando bases compatíveis para comparações. Que a greve dos caminhoneiros impactou negativamente o setor todos sabíamos, mas as dimensões das consequências só puderam ser aferidas agora. Com a atualização das bases de dados da FGV e IBGE, que baseiam nossos estudos, pudemos ter uma noção realista do que o movimento trouxe ao setor da indústria de materiais de construção. Apesar do resultado negativo imediato, os desdobramentos em sua total complexidade e magnitude ainda serão observados no decorrer do ano, com nossos próximos estudos demonstrando se haverá recuperação ou não do setor como um todo. A princípio, mantemos nossa projeção inicial de crescimento em 2018” comenta Rodrigo Navarro, presidente da associação.

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