domingo , 19 agosto 2018
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A importância na qualidade do ar interno nas salas de aulas

Irritabilidade, falta de concentração, sonolência, rinite, sinusite podem ser consequências de um ambiente sem climatização adequada. Renovação do ar, projeto adequado, manutenção são itens a serem observados, pois, refletem no rendimento e saúde em ambientes escolares. Conheça as consequências.

Cada ser humano respira cerca de 450 litros de ar por hora, 10 mil litros por dia, com a retomada das aulas, os alunos passam cerca de 4 a 5 horas do dia em salas, na maioria das vezes, ambientes pequenos e sem ventilação adequada permitindo que CO2 e contaminantes do ar interior se acumulem no espaço. Por esta razão o Qualindoor – Departamento Nacional de Qualidade do Ar Interno da Abrava – Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação e Aquecimento faz um alerta para pais e representantes de ambientes escolares para que estejam atentos à qualidade do ar interno que se respira nas salas de aula e a climatização dos ambientes.

De acordo com o Engº. Leonardo Cozac, membro do Qualindoor, “Instalar ar condicionado em escolas é diferente de nossas casas. É um ambiente de uso coletivo, onde as crianças estão em fase de aprendizado e desenvolvimento humano. O ar respirado deve ser cuidado para favorecer o rendimento escolar, redução em custos médicas e absenteísmo nas aulas”.

A falta de manutenção e o mau funcionamento de um equipamento de ar-condicionado implicam em diversos fatores. A renovação de ar é um dos itens mais importante de um sistema, salas de aula com ou sem sistemas de climatização com portas e janelas fechadas se tornam concentradores de CO2. Estudos internacionais mostram que o rendimento escolar de alunos que permanecem em ambientes com adequada qualidade do ar interno, podem ser até 15% superior a locais com baixa qualidade ambiental. Alunos e professores ficam menos doentes, reduzindo consideravelmente o número de faltas. Surtos de gripe, viroses, dores de cabeça e baixa concentração estão ligadas a escolas com inadequada qualidade do ar interno.

 Aspectos importantes em relação a climatização em escolas

Os problemas em sistemas de climatização em escolas têm início quando se decide abrir uma licitação para a compra de equipamento, antes mesmo de terem o projeto de ar-condicionado, antes até de uma vistoria no local que receberá o equipamento. A questão na maioria das vezes não é financeira, e sim a falta de um sistema adequado, que deve ser feito por empresas idôneas. O ponto principal de um projeto é que sejam seguidas as normas e legislação em vigor.

Existem hoje disponíveis diversas normas e Lei que devem ser seguidas para que se tenha uma adequada qualidade do ar e conforto térmico como a recém aprovada, no dia 04 de janeiro de 2018, a Lei 13.589 referente ao PMOC – Plano de Manutenção, operação e Controle e suas regulamentações como a Portaria 3523 de 28 de agosto de 1998 do Ministério da Saúde; Resolução 09 de 16 de janeiro de 2003 da ANVISA; NBR 16.401 – Instalações de ar condicionado da ABNT.

Para Cozac, “o sistema de climatização na maioria dos ambientes educacionais não possui o cuidado adequado. Muitas escolas públicas e privadas não têm projetos específicos pensando na qualidade do ar dentro da sala de aula de acordo com a arquitetura local. No inverno as janelas são fechadas e consequentemente o ar fica carregado de CO2. Isso afeta o rendimento do aluno e a probabilidade de doenças respiratórias aumentam”. E continua, “devido ao forte calor do verão, foi verificado um movimento para a instalação de ar condicionado em escolas, e por este motivo o alerta, recomendamos que seja consultado um especialista antes da tomada de qualquer decisão em relação à climatização de ambientes”.

Para que se tenha saúde e produtividade em um ambiente climatizado, alguns pontos devem ser analisados, desde quando do momento da decisão da utilização de sistemas de climatização em um ambiente escolar é tomada até o funcionamento do mesmo. Diversos cuidados devem ser levados em consideração. O primeiro passo é a contratação de uma empresa especializada em projetos para que possa avaliar as condições e necessidades dos ambientes. Localização, tamanho dos ambientes, quantidade de alunos, capacidade elétrica são dados básicos que interferem diretamente na escolha e definição do projeto do ambiente, assim como o tipo de sistema que deverá ser utilizado.

Muitas escolas têm instalado sistemas de climatização pensando apenas no conforto térmico dos alunos e professores. Não sabem, porém, que se não forem instalados corretamente podem trazer prejuízos a qualidade do ar interna.   A diferença de custo de uma instalação apenas para manter temperatura adequada, e outra, que além do conforto térmico proporcione saúde e bem-estar aos ocupantes é menor de 10%.

Um exemplo típico é instalar sistemas individuais, em ambientes de uso coletivo, sem renovação e filtragem do ar adequados. Pesquisas mostram que o nível de CO2 em ambiente escolar, sem a devida renovação de ar pode passar de 5.000 ppm, quando o limite definido pela ANVISA é de 1.000ppm.

Ambientes de maior porte, como grandes escolas e universidades, devem pensar em um sistema central, às vezes com utilização de água gelada. Mesmo escolas com menor poder aquisitivo, podem sim optar por sistemas mais econômicos, mas eficientes.

Mais informações sobre a ABRAVA e sua atuação no no www.abrava.com.br.

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