quinta-feira , 22 fevereiro 2018
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Conheça a torre em estrutura metálica mais alta do Brasil

Conheça a torre em estrutura metálica mais alta do Brasil

Com quase 170 metros de altura, o Concordia Corporate Tower chega à cidade de Nova Lima/MG como referência no setor corporativo e, também, em tecnologia e modernidade. O edifício,  inaugurado em dezembro, comporta uma área construída de quase 70 mil m² e propõe completa estrutura para atender o mercado de seu segmento.

O Concordia Corporate Tower é a torre mais alta de Minas Gerais, estando provavelmente entre as três mais altas do Brasil. É também a torre em estrutura de aço+concreto, mais alta do país.

Destinado ao uso corporativo, o edifício está localizado no município de Nova Lima, em um ponto de grande altitude na região metropolitana de Belo Horizonte. De suas fachadas envidraçadas, oferece vistas espetaculares da cidade e das montanhas das redondezas, alcançando muitos quilômetros de visibilidade. Ao mesmo tempo, o edifício marca a paisagem ao se colocar como o novo ícone na zona de expansão do vetor sul da metrópole.

Além dos 30 pavimentos-tipo com lajes em steel deck com área média de 1.000m² e um pé-direito (distância entre lajes) de quase 4 metros, o edifício conta com 8 níveis de garagens (aproximadamente 800 vagas) e 3 pavimentos técnicos, além de pilotis, mezanino, um pavimento de área comum e cobertura com heliponto. Os usuários da torre serão atendidos por 15 elevadores e encontrarão no Concordia um completo mix de equipamentos empresariais, incluindo a previsão de um auditório (240 lugares), ‘convention center’ e vários recursos compatíveis com um edifício corporativo de padrão internacional ‘triple A’ e certificação ambiental LEED.

Estas características colocam o Concordia como o edifício corporativo mais moderno do estado e entre os mais avançados do país, inclusive em termos de sustentabilidade. Além disso, o cuidado com a arquitetura em todos os detalhes confere ao Concordia o status de ícone urbano. Suas fachadas anguladas – efeito provocado pela planta dos pavimentos tipo que vai se modificando a cada andar – resultam em um delicado jogo espacial que define o atraente volume da torre. Desde já, o edifício se coloca como uma referência funcional e visual no horizonte metropolitano a inspirar o desenvolvimento de toda a região de Belo Horizonte.

 Contexto e premissas

O local onde a obra está implantada já era um ponto tradicional na moderna zona de expansão de Nova Lima, junto ao bairro Belvedere, em Belo Horizonte. Naquele ponto estava localizado o famoso Chalezinho, um restaurante romântico que fez e faz parte da vida de muitos mineiros. A Construtora Caparaó reuniu, além do terreno do restaurante, outros lotes com o objetivo de ali erguer uma torre comercial de altíssimo padrão, com potencial para tornar-se uma referência na cidade, assim como se tornou a torre do Amadeus Corporate, também projetado pela Dávila Arquitetura.

A ideia da Caparaó, posteriormente abarcada pela Tishman Speyer e demais parcerios no empreendimento, era desenvolver uma torre alta. Até então, a referência vertical anterior na região era o Alta Vila, que, no entanto, situa-se em topo de morro. Além da responsabilidade de superar o Amadeus, o desafio era criar uma torre com um projeto de arquitetura internacional com característica clássica (ou até minimalista, no sentido de que ‘menos é mais’). Outras premissas do empreendimento, imaginado como um ‘Triple A’ com certificação LEED, incluíam andares corridos; núcleo central de circulação vertical; etc

 

Arquitetura

Um dos desafios iniciais para a arquitetura era o partido da implantação. A preferência recaiu sobre uma forma quadrada para a projeção do edifício, por gerar a melhor alternativa para os pavimentos em termos de versatilidade. Com este formato e as quatro tomadas de ar previstas para cada piso, cada pavimento tipo poderia abrigar até 4 empresas diferentes, quando desejado, ou ainda permitir a uma empresa a ocupação parcial de cada pavimento em ¼, ½, ¾, ou, evidentemente, o pavimento inteiro.

Já a implantação em diagonal em relação à rua atendeu a vários objetivos. O primeiro deles era possibilitar a vista das montanhas para o maior número de pessoas a partir do pavimento. Outro objetivo era criar no nível da rua uma relação positiva com o entorno, oferecendo ambiências favoráveis e uma generosa praça de acesso com lojas. A segurança e a qualidade do fluxo de veículos no entorno e na entrada e saída do empreendimento era outro objetivo para o qual contribuiu o posicionamento do acesso de veículos, por favorecer uma pista de acumulação interna (tanto na rampa como no interior da própria garagem). A arquitetura também levou em consideração que a relação em diagonal com a rua, na frente do lote e, consequentemente, com o Vale do Sereno, nos fundos, também facilitaria a aerodinâmica da torre, em benefício do sistema de contraventamento do núcleo rígido.

Partindo de diretrizes da Dávila, o projeto de paisagismo foi desenvolvido pelo escritório Burle Marx e caracteriza-se pela criação de três ambientes diferentes no nível térreo do Concórdia, definidos como praças. A primeira delas é a Praça Verde, que inaugura a torre que ‘nasce’ de um verde abundante, para quem chega pela rotatória (ou seja, na esquina do térreo). A seguir, um renque de palmeiras marca com imponência o acesso à torre, levando a pessoa à Praça das Águas. Esta segunda praça caracteriza-se pela presença de um grande espelho d´água que acolhe o pedestre que adentra o lobby do Edifício, assim como recebe o pórtico que emoldura as montanhas para quem chega. Além de acolher o deck do restaurante Chalezinho, âncora do empreendimento, a Praça do Mirante é o terceiro ambiente, e se caracteriza como uma área de socialização e um ponto de observação das montanhas da região.

A torre propriamente dita parte da extrusão de uma forma pura, o quadrado, que no entanto sofre uma engenhosa intervenção que o transforma em uma espécie de ‘estrela’, diferente a cada pavimento. Este desenho, que faz cada pavimento único, define a expressão volumétrica marcante do Concordia.  Desta forma, o ‘desencontro’ entre os dois planos de cada fachada gera um ‘gap’, ou uma fenda visível externamente. Durante o dia, estes movimentos na fachada, o ‘gap’ e o posicionamento do edifício no terreno conferem ao Concordia a característica de um prisma, ou um valioso cristal facetado, com reflexos surpreendentes da luz, do céu e da paisagem do entorno. À noite, o ‘gap’ iluminado por LED em cada uma das faces da torre criam um efeito diferente, destacando suas linhas verticais no skyline da cidade.

A fenda que se repete em cada uma das quatro faces da fachada também tem um propósito técnico. Vedada com venezianas de alumínio, realiza a ventilação dos pavimentos, como ponto de tomada de ar para o sistema de condicionamento. À parte da utilização de brises, venezianas e ACM no acabamento do ‘gap’ em cada fachada, o vidro é o principal elemento de vedação/revestimento da fachada da torre. Contornando externamente todo o Edifício, garante o desenho escultural do Concordia. Sem ser 100% transparente, o tipo de vidro especificado não é agressivamente espelhado e resulta da laminação de vidros da CEBRACE com uma película PVB especial. Internamente estes vidros garantem o controle solar com uma lente agradável para se perceber a paisagem externa. Já no térreo, parte dos vidros (da Guardian) são inteiramente transparentes, refletindo a preocupação dos arquitetos em franquear a imponente vista do lobby com pé-direito duplo para quem chega, bem como promover uma transição mais interativa e amena com o ambiente externo, para aqueles que saem do edifício.

O sistema de esquadrias escolhido foi o ‘unitized’ Eco Façade da Hydro (Sapa). Este sistema, desenvolvido para atender as necessidades específicas do mercado brasileiro, garante o atingimento dos melhores níveis de desempenho das normas. Os painéis são montados em fábrica já com os vidros e a instalação do produto em obra foi rápida e eficiente, através de guindastes fixos nas quatro fachadas. Já no embasamento, junto ao Lobby, a opção foi pelo sistema Stick Elegance Mirror, também da Hydro (Sapa), em conjunção com o sistema Spider (Itamaracá), utilizado nos halls de entrada. Em alguns pontos da fachada onde era necessária a ventilação, um sistema de brises desenvolvido pela BM Projetos foi a opção.

Em função da altimetria, o núcleo de elevadores foi dividido em zona alta e zona baixa, para facilitar o fluxo vertical visando conforto, eficiência e economia. Ao todo são 15 elevadores Thyssen Krupp da Linha Frequencedyne Gold, com cabina ‘New Art Collection’ e um pé-direito interno de 2,80m, além de um elevador hidráulico para servir o heliponto. No serviço aos pavimentos tipo da torre, a capacidade alcança 22 passageiros por cabine.

Como já é corriqueiramente requerido em empreendimentos do nível do Concordia, o projeto, a construção e operação seguem uma série de quesitos relativos à sustentabilidade, economia de recursos e gestão de resíduos. O objetivo é alcançar, após a inauguração, a certificação LEED.

Fundações

Um aspecto que chama a atenção nesse edifício é a sua implantação em encosta. Trata-se de uma região de expansão imobiliária de BH, com imóveis residenciais e comerciais de luxo. Há um desnível de 25m no terreno, entre a avenida e a rua dos fundos. As condições de execução das contenções e dos platôs de assentamento foram determinantes para a adoção de várias soluções estruturais e construtivas nessa obra. Neste sentido, os arquitetos trabalharam em conjunto com os projetistas estruturais para definir o melhor posicionamento possível da torre no lote, que, dentre em outros requisitos, deveria favorecer as fundações e contenções.

Devido às severas condições topográficas, foi elaborado um minucioso plano de implantação das contenções e escavações em etapas, prevendo a execução escalonada das fundações da parte mais alta para a mais baixa. Nas fundações dos pilares foram utilizadas estacas escavadas com diâmetros que variaram de 80 a 180cm e até 30m de profundidade. Já a fundação do Núcleo de Rigidez foi projetada com estacas do tipo barrete com 1m de espessura, conformando conjuntos paralelos responsáveis pela transmissão ao solo dos grandes esforços concentrados nessa peça, fundamental para a estabilidade da estrutura.

O terreno acidentado também demandou contenções importantes em todas as faces do terreno, exceto ao longo da rua na parte inferior do lote. As soluções de contenções, que em alguns pontos alcançaram 14m, variaram de acordo com as condições locais. Foram adotadas cortinas de estacas em balanço, cortinas de estacas atirantadas, cortinas travadas na estrutura, arrimos à flexão e contrafortes com estacas e tirantes verticais de reação.

Estrutura e construção

No embasamento e subsolos, onde se localizam as garagens, a estrutura é inteiramente em concreto armado, com trechos com vigas e lajes protendidas moldadas no local. A opção da estrutura em concreto no embasamento se deu em função de aspectos logísticos, conveniência construtivas e custos. Já na torre, a partir do pavimento térreo, a opção foi pela estrutura mista aço+concreto, incluindo um core (núcleo) rígido em concreto.

O núcleo de rigidez é o responsável pela estabilidade do edifício e pela resistência à ação do vento. A incidência dos ventos na estrutura foi estudada em túnel de vento, no Laboratório de Aerodinâmica das Construções – LAC, UFRGS. Foi feito um modelo reduzido do edifício na escala 1/400, contemplando também as condições do entorno – topografia e edificações da vizinhança. O prédio é implantado no limite entre uma região urbana (lado voltado para Belo Horizonte) e um vale verde (no lado voltado para Nova Lima), cujas características das obstruções se enquadram nas categorias IV e III respectivamente. Isso foi considerado no ensaio no túnel de vento. O modelo foi instrumentado com um total de 382 tomadas de pressão. As pressões foram medidas a cada 15º de incidência do vento, girando-se o modelo de 360º, além de quatro ângulos adicionais aos 28 ângulos de incidência do vento, o que resultou em 10.696 registros de pressões.

O núcleo rígido abriga a circulação vertical da torre (12 elevadores e 2 escadas), sanitários de cada pavimento, armários de instalações, grandes dutos de pressurização e extração de fumaça, compartimentação de segurança contra incêndio e cômodos técnicos. O programa complexo de espaços e sistemas envolvidos pelo núcleo demandou uma intensa negociação entre os projetistas, de maneira a conciliar a qualidade do contraventamento e o desempenho estrutural requeridos às demandas de espaço. Para a construção do núcleo rígido, recorreu-se ao sistema de fôrma trepante (auto elevatória) da Aquasolis, que teve como principais vantagens a eliminação de andaimes, além de ter viabilizado a construção de 1,5m verticais por dia, no caso do Concordia.

A estrutura dos pavimentos tipo é resolvida com vigas metálicas (consideradas mistas por atuarem em associação com as lajes) e 12 pilares mistos periféricos, com diâmetros variando entre 600 e1200m e, todos próximos à fachada, com seção circular e perímetro em aço, preenchidos com concreto armado. Estes pilares ligam-se ao núcleo pelas lajes dos pavimentos e por ele são contraventados, sendo responsáveis pelo suporte das cargas gravitacionais que lhes compete. Não fazem parte do sistema de estabilização global da estrutura e seus esforços são basicamente de compressão.

Uma curiosidade em relação os pilares periféricos é que quatro deles, em total de 12, são inclinados entre o 8º e o 14º pavimento. Esta solução visou acompanhar a variação nos planos das fachadas – uma característica marcante que define a personalidade volumétrica do Concordia – de maneira a manter os pilares na projeção de cada pavimento em uma posição relativa similar. Isto permitiu que os pilares se mantivessem realmente periféricos em todos os pavimentos tipo, mantendo o espaço útil locável com o melhor aproveitamento. É certo que esta solução fez surgir forças horizontais significativas nos níveis dessas lajes, no entanto, esses esforços são conduzidos das fachadas até o núcleo de concreto através do conjunto viga metálica/laje. Como esse equilíbrio de forças é fundamental para a estrutura, utilizou-se o conceito de redundância. Foi considerado que essas forças horizontais são transferidas para as lajes e distribuídas até o núcleo, mas também se verificou a hipótese da laje não atuar adequadamente e as forças serem transmitidas ao núcleo pela viga, de modo concentrado.

As lajes mistas da torre seguem o sistema steel deck e suportam uma carga por m² acima do exigido pela norma. A fôrma metálica colaborante do sistema steel deck atua como armadura do concreto e dispensa escoramentos. As vigas metálicas atuam integradas com as lajes, compondo as vigas mistas de ‘alma cheia’, que vencem maiores vãos com menor altura e menor peso. A interação entre viga e laje se dá através dos conectores de cisalhamento tipo stud bolt.

O sistema estrutural misto na torre ofereceu grande agilidade à montagem, permitindo que a obra avançasse sem depender de concretagens ou formas. As vigas e steel deck resistem sozinhos à concretagem das lajes, sem escoramento e sem desforma. Após a concretagem das lajes, e a solidarização das vigas metálicas com o concreto através de conectores de cisalhamento, a viga mista consegue resistir a cargas mais elevadas, permitindo seções metálicas finais mais econômicas e mais esbeltas. Por outro lado, os pilares em sua fase metálica permitiram a montagem prévia de alguns pavimentos antes da concretagem. No caso do Concordia, 3 pavimentos da estrutura metálica eram montados de cada vez, sendo fixados inicialmente ao núcleo de concreto através de inseridos metálicos previamente posicionados.  Quando o núcleo de concreto atingiu a altura de 23m, o primeiro lance de 12m (ou seja, 3 pavimentos) de pilares metálicos já pôde ser montado. A partir daí, com a execução do núcleo seguindo sempre adiantada, a estrutura seguiu com a velocidade de cinco ou seis lajes por mês.

O grande benefício da estrutura mista aço-concreto, relativamente ao sistema puramente de concreto, ou puramente metálico, é que foi a solução mais econômica e mais interessante para a obra como um todo ao implementar um alto grau de industrialização na obra. Além da rapidez, o uso da estrutura metálica se adequa à necessidade daquelas obras com áreas de descarga e armazenamento reduzidas, como ocorreu no contexto do Concordia. O sistema reduz ainda a produção de entulho, enquanto atende à necessidade de redução do impacto na logística no entorno da edificação. Diante do porte da obra, estas questões foram muito importantes, tanto quanto a questão da velocidade da montagem proporcionada pela estrutura metálica.

Quanto aos pilares periféricos da torre, ao serem calculados como mistos, eles tiveram suas dimensões reduzidas, o que permitiu um melhor aproveitamento dos espaços dos pavimentos corridos, o que era de grande importância neste empreendimento.

Em combinação com o núcleo rígido, o sistema misto permitiu que em dado momento da construção, enquanto o núcleo rígido ainda estava sendo erguido, alguns andares de estrutura metálica já eram montados, outros andares já recebiam as lajes em steel deck e tinham a alma dos pilares concretada e, na parte baixa da torre, em outros andares já eram instalados os módulos de esquadrias com os vidros incluídos e as instalações prediais já eram adiantadas. Ou seja, houve períodos em que praticamente todos os estágios construtivos coexistiram, permitindo que o erguimento do Concordia cumprisse os rígidos e apertados prazos.

FICHA TÉCNICA  

– Nome da obra/edifício: Concordia Corporate Tower
– Empresa/cliente: Tishman Speyer / Construtora Caparaó
– Local (cidade/estado): Nova Lima/MG
– Altura total: 172m
– Pavimentos: 45
– Elevadores: 15
– Auditório (previsão): 240 lugares
– Área do terreno (m²): 7.631,67 m²
– Área construída (m²): 59.217,53 m²
– Área média do pavimento tipo: 1.002,34 m²
– Pé Direito do pavimento tipo (piso a piso): 3,96m
– Vagas de garagem: 815
– Concreto utilizado: 19.100m³
– Aço CA-CP utilizado (armações): 1.980t
– Aço na estrutura metálica: 1.615t
– Ano do início do projeto: 2007
– Conclusão da obra (prevista): dezembro de 2017
– Inauguração (prevista): dezembro de 2017

EQUIPE TÉCNICA e ESPECIFICAÇÕES da obra:

– Projeto de arquitetura/escritório: Dávila Arquitetura
– Projeto/Cálculo estrutural: CODEME + Bedê Consultoria
– Projeto Geotécnico: Consultrix e GEOMEC
– Estrutura Metálica: CODEME
– Proteção da estrutura contra incêndio: argamassa projetada (CODEME)
– Lajes da torre: steel deck (Metform)
– Núcleo rígido em concreto: Sistema S.A.E. (Aquasolis)
– Construção: Construtora Caparaó
– Fachada:
Projeto Esquadrias: BM Projetos
– Tipo/sistema de esquadrias
Esquadrias torre: Eco Façade (Hydra)
Esquadrias embasamento: Stick Elegance Mirror (Hydro) + Spider (Itamaracá)
– Vidros utilizados na fachada e esquadrias
Torre: KBT duplo laminado PVB (CEBRACE / Vanceva / Glassec Viracon)
Embasamento: NP Neutral (Guardian)
– Elevadores:
Frequencedyne c/ cabina ‘New Art Collection’ (Thyssen Krupp)

Plantas do empreeendimento:

 

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